Só Poesias e outros itens....
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Aquarelas
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8 de nov. de 2008
A dor dos outros
Hoje, nem podemos imaginar um mundo feito apenas de torradeiras, sem microondas ou computadores, e corremos atrás das novidades como abelhas no mel, quando hardwares e softwares são lançados, antes mesmo de ter tempo para aprender a usá-los, já estamos à volta em instalar novos e novos cabos.
Hoje, acompanhamos um cena de seqüestro pela TV, como uma novela, porque um seqüestro ganha referência e ibope, e somos expectadores passivos desta mídia. E, assim vemos os próprios assassinos ganharem seus quinze minutos de fama ( ou mais).
E, aos nos tornamos expectadores passivos, não refletimos sobre a representação cotidiana da violência, onde o perigo é a falta de profundidade, porque lugar comum, a violência está sem parâmetros.
A cobertura intensa da violência é capaz de fazer inveja as estrelas do show biz.
Tudo é calculado, sem scripts , mas com celebridades anônimas que vamos conhecendo, em sua overdose de ângulos nesta hiper- realidade visual auditiva. E, sendo apenas expectadores, aceleramos e promovemos audiência em escala nacional.
Fiquei imaginando, aquele seqüestrador com suas vitimas, que foi caso recente no país, ali sentado em sua sala, com o controle na mão, assistindo sua própria vida sendo esmiuçada, vendo sua família, seus amigos, a polícia na sua porta, enquanto saboreava uma pizza.
Com será que ele, vendo suas imagens tão amplamente difundidas até a exaustão, estava se sentindo?
E nós diante da dor dos outros?
Uma jovem foi morta neste episódio , será que estamos tão anestesiados, a ponto de apenas mudar o canal e ver o outro, que pegou outros ângulos em diferentes momentos. Não sentimos náusea, dor ou culpa, mas apenas conferimos ter visto mais uma história de final infeliz, como tantas outras histórias de atores anônimos deste século ultra tecnológico.
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6 de nov. de 2008
Poesias insólitas
Fuerza Bruta
Fui este final de semana assistir, dos criadores do argentino de La Quarda, um ótimo espetáculo.
Fuerza bruta, evoca coreografia exata, música eletrizante e efeitos poderosos par criar cenas onde as falas são substituídas por movimentos físicos e visuais deslumbrantes.
A idéia genial de uma piscina de lona transparente acima dos espectadores e que em alguns momentos chega ao alcance das mãos, onde sentimos o vôo intrépido dos personagens pelas águas.
Em outro momento a dança de um casal, um de cada lado de uma vela, simulando um navio, onde tentam se reencontrar no meio de uma tormenta. É arrepiante a força desta cena.
Há muita poesia, em cenas de memórias de infância, onde vemos personagens com os seus pés nas ondas do mar, o desejo de correr, o desejo de voar, ou de andar pelas nuvens.
São muitas imagens, onde os temas causam surpresa , muita poesia e fazem sonhar.
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5 de nov. de 2008
4 de nov. de 2008
3 de nov. de 2008
Amor e Arte
Luise Weiss e Feres Khoury:
Dois artistas, que trabalham em diferentes técnicas e suportes, fazem parte do que há de
melhor dentro da tradição da gravura brasileira. Alunos de grandes mestres, como
Renina Katz e Evandro Carlos Jardim, são igualmente formadores de novos artistas em
suas múltiplas atividades de docência, injustamente desconhecidos de grande parcela do público
brasileiro.
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2 de nov. de 2008
Ecological Day
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31 de out. de 2008
Poemas
Elemér Horváth
A Palavra Final pertence ao Editor
Ele tem um secretário da cultura
O secretário tem um primeiro ministro
O primeiro ministro tem um governo
O governo tem uma polícia
A polícia tem armas
Eu tenho um poema
O poema é um tirano
Recusa assumir compromissos
No sentido estrito da palavra
É a palavra final
A neve é azul
Como uma laranja.
Elemér Horváth ( um modernista húngaro, nascido em Csorna em 1933.
Em 1997 foi-lhe atribuídos dois prêmios, o de Robert Graves e o prêmio Attila
József no mesmo ano.
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29 de out. de 2008
28 de out. de 2008
27 de out. de 2008
Poemas
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26 de out. de 2008
24 de out. de 2008
Onde estão as mães?????
Dizem que os instintos são cegos, ou seja, ignoram a finalidade da ação. Eu não concordo. Vejam por exemplo, o comportamento da “vespa” com seus filhos, ela fabrica uma célula onde deposita o ovo junto ao qual coloca aranhas para que a larva ao nascer, encontre alimentos suficientes para a cria. E, eu faço a pergunta: Onde estão as mães com instinto, com a possibilidade de sentirem que seus filhos correm perigo, que tem faro, olhos, pernas para protegerem suas crias, para selecionar o que pode fazer mal para uma criança. Só uma mãe sabe agir com sensatez diante de uma diversidade.
O instinto materno, faz com que a muda ferocidade da vida seja contornada com afeto. Uma simples vespa, sabe cuidar de sua cria. É genético, e deste genético que nasce na pele, e que depois passa para o instinto amoroso, que nos define como humanos.
Saber amar e proteger é dar sustento ao mínimo necessário para que os filhos saiam para a selva.
Soube uma vez que uma mulher mexicana, morando em uma vila distante, oito horas da cidade, encontrou-se sozinha e em trabalho de parto, pegou uma faca de cozinha na gaveta e fez sua própria cesariana, para em nome do instinto, salvar o seu filho.
O amor é este instinto natural, tão natural , que faz uma mulher cortar seu próprio ventre, abrir suas entranhas, cortar o cordão umbilical e parir. Como uma mulher primitiva, uma grande deusa mãe natureza que cheirando a comida sabe dizer o que é bom para seu filho comer.
Mas onde estão essas mães naturais, deusas, poderosas, plenas de seus instintos, de percepções, tenacidades? Mães que estão deixando seus filhos morrerem caindo das janelas, sendo presas fáceis da loucura, do suborno, deixando seus filhos ingênuos e frágeis e não reconhecendo seus predadores. Há muitas crianças vítimas no noticiário. Eu prefiro as vespas.
Ju Gioli
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23 de out. de 2008
22 de out. de 2008
Portfolio : works in progress
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